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O artigo mais importante que você vai ler em sua vida – PARTE 4

Durante toda a evolução humana, iniciada há 6 ou 7 milhões de anos, os hominídeos e subsequentemente os “homo” sempre estiveram ao ar livre, expostos ao sol. Mecanismos fisiológicos fizeram com que substâncias esteroides, localizadas nas camadas da nossa pele, submetidas à radiação solar específica, se transformassem em pré e pró-hormônios. E assim, com o tempo, num processo evolutivo, cerca de 3% de nosso genoma tornou-se intimamente ligado a esses mecanismos, à luz solar e suas ações. Dito de outra forma, esses 3% de nosso genoma comandam mais de 290 sínteses enzimáticas diversas no corpo. Não é só isso, a luz solar é também reguladora de ciclos biológicos, através do ciclo circadiano. Praticamente toda a vida terrestre exposta ao sol tem seus organismos modulados pela luz. A luz encerra os ciclos noturnos de produção de hormônios e os substitui por outros ciclos hormonais. Nós mesmos, em nossos olhos, temos receptores ligados diretamente ao hipotálamo, no cérebro, que interrompe funções e aciona outras porque foi exposto à luminosidade natural intensa. Essa é apenas uma das inúmeras funções do sol em nosso organismo.

Todos os seres vivos terrestres com estrutura óssea, necessitam do sol e, consequentemente, da vitamina D3 para a sua saúde. Ela age diretamente nos ossos e dentes, no metabolismo do cálcio, mas isso é só um pequena ponta de um gigantesco iceberg. Se eu for elencar aqui todas propriedades da vitamina D3, desde a função imunológica até mesmo a regulação emocional, este artigo ganharia ainda vários minutos. Pense comigo: durante um longuíssimo período, todas as nossas atividades eram feitas ao ar livre, sob o sol. Em 2.000 antes de Cristo, talvez 95% de todas as atividades ainda eram ao ar livre. Em 1900, 75% de todas as atividades humanas eram feitas ao ar livre. Hoje, menos de 15%. Sendo assim, eu lhe pergunto: que sol você toma diariamente? Quanto de sol? Aquela substância esteroide modificada pela radiação do sol na pele, chamada de colecalciferol, ou vitamina D3, que comanda 3% de seu DNA e centenas de atividades enzimáticas, certamente, você é deficiente dela. Não é só você, mas 96,5% da população mundial! E sabendo de sua extrema importância para o sistema imunológico, entende agora por que a pandemia ceifou quase 7 milhões de vida por todo o mundo? Nesse quadro, você acha que estaremos seguros nas próximas epidemias ou pandemias? Veja, você acorda em sua casa, os vidros das suas janelas te protegem contra uma importante radiação solar. Você entra em seu automóvel ou pega um transporte público, protegido da luz solar. Chega em seu trabalho – um escritório, loja, comércio, fábrica ou indústria – protegido da luz solar. Volta no fim de tarde ou à noite para casa, quando o sol já se pôs. Quanto de vitamina D3 seu corpo produziu? Nada. Ou quase nada. Perceba que este quadro se arrasta por anos ou décadas, fatalmente deve ter transformado você num doente crônico, sem você saber. Quer um conselho? Procure seu médico, meça a quantidade circulante de 25-hidroxi-D, a vitamina D3, e suplemente. Com urgência.

MEXA-SE, COMO SEMPRE FIZEMOS!

Por último, vai nosso ponto de atenção para sua saúde física. Vamos aqui fazer um exercício de imaginar como era a vida durante nossa evolução no planeta. O dia e a noite, luz e escuridão, marcaram o ritmo de nossos ancestrais, todos eles. Mesmo com o advento do controle do fogo, que ocorreu há quase 1 milhão de anos, ainda assim as noites eram escuras e todos deveriam dormir cedo. Manter uma fogueira acesa durante longos períodos exigia determinação e muito gasto calórico, então, em poucas horas, todos estavam dormindo, recolhidos, até que os primeiros raios de sol os despertavam. A partir daí, a necessidade de água e comida eram os imperativos. Os homens se organizavam para a caça, mulheres e crianças deveriam explorar as proximidades, em busca de alimentos mais fáceis de se coletar. Nos meses mais quentes, nos horários mais próximos do meio dia, todos deveriam estar aquietados nas sombras, evitando o calor e a desidratação. Fora esses horários, as tarefas tinham de ser cumpridas, sempre andando, escalando, agachando, levantando, coletando, carregando. Movimento constante. Os homens percorriam longas distâncias durante o dia, atrás de caça. Estratégias de observação, cerco e ataque exigiam muito fisicamente, com explosões musculares, corridas de curta distância. Depois, havia o esforço de carregar o peso da caça, dividido entre os caçadores. Atribui-se a essa realidade, de explorar as áreas mais distantes, a capacidade superior do homem em se localizar, enquanto as mulheres tinham de ficar restritas às áreas menores, em torno dos acampamentos. Quando o local começava a apresentar extinção dos alimentos, viajava-se para outros locais, em busca de novos recursos. Éramos, por isso, nômades. Poucas localidades em todo mundo oferecem abundância. Em vastos territórios por todo o planeta, a natureza é hostil, as plantas não são comestíveis, os animais são furtivos e pequenos. A caça é improvável. Então, novos locais com recursos apropriados para sustentar grupos de pessoas eram difíceis de se encontrar. Cobriam-se longas distâncias a pé, claro. Em que momento isso mudou? Há pouco tempo atrás, entre 8 e 11 mil anos, quando, provavelmente uma mulher ou um grupo de mulheres, observando a germinação de sementes, começaram a praticar a agricultura, cultivando cereais e tubérculos. Lentamente o quadro das populações nômades foi se alterando, as populações foram criando raízes em regiões próprias para o cultivo e, em outras regiões do planeta, a domesticação dos animais foi a saída para evitar as longas jornadas de caça. O interessante é que a prática da agricultura ocorreu em diversas regiões, em períodos muito próximos. Eu acredito que isso foi obra de pequenos grupos viajantes, que passavam esse conhecimento adiante.

Esse quadro que eu descrevi aqui, para você, parece meio fantástico? Irreal? Você acha que a realidade era outra? Acredita nas histórias de pomares, ricos em frutas e plantas comestíveis em florestas e campos abundantes? Então, eu convido você a assistir a alguns episódios de uma série de televisão, chamada, em português, “Largados e Pelados”, no canal Discovery. Neste programa, 2 especialistas em sobrevivência, 1 homem e 1 mulher, são postos em um local afastado, isolado, em um ponto qualquer do planeta. Eles devem passar 3 semanas, sem roupas, tentando se virar para encontrar água potável e comida. O desafio é sobreviver 21 dias. E eles ainda têm um benefício que nossos ancestrais não tinham – cada um deles pode levar 1 instrumento moderno para o acampamento: uma pederneira (para fazer fogo) ou um facão (ou outro instrumento de corte) ou uma corda ou uma tela para evitar mosquitos ou uma panela, enfim. Invariavelmente, em 21 dias, ambos perdem muito peso, entre 8 e 20 quilos, claro, dependendo da compleição física, do tamanho do participante. Agora, perder de 8 a 20 quilos em 3 semanas é muito! Você já tentou fazer um regime parecido? Então, aqui eu lhe faço uma pergunta: se eles são especialistas em sobrevivência, postos na natureza provedora, supostamente abundante, como podem perder tanto peso? Pois é. Reveja seus conceitos, suas ideias a respeito. Eles perdem todo esse peso justamente porque o alimento jamais esteve abundante na natureza, essa é a verdade. Essa é a verdade e é também a realidade histórica dos nossos ancestrais durante todo o período evolutivo. Veja, tem uma pegadinha aqui: os participantes do programa ficam confinados em uma pequena região, uma pequena área, de poucos quilômetros quadrados, eles não podem viajar por longas distâncias em busca de alimento, como faziam nossos antepassados. A mensagem que eu quero que você guarde nesse momento é a seguinte: movimento constante! Nossos corpos foram talhados para o movimento constante! Por isso que, hoje, andar é considerado um exercício excelente, por conta da nossa realidade histórica, compreende?

Então, uma nova reflexão sobre seu estilo de vida: você anda muito? Passa o dia se movimentando? Ou permanece em pé, parado, atrás de um balcão, ou sentado em uma cadeira no escritório? Como você chega no trabalho? Como vai embora? Está entendendo o ponto de vista? O sedentarismo moderno é fonte de doenças, é isso. Eu tenho, inclusive, um outro dado ruim a esse respeito – se você é daqueles que vai à academia 3 ou 4 vezes por semana, pela manhã, dedica-se 20-30-40 minutos em uma esteira ergométrica e depois passa 7-8 horas sentado em uma cadeira, aquele benefício inicial da academia se perde totalmente nas primeiras horas de sedentarismo, viu? Verdade, esteira ergométrica só pela manhã serve de muito pouco. Você precisa procurar outras compensações para sua imobilidade predominante.

UMA PRIMEIRA RECAPITULAÇÃO

Até aqui, neste artigo, eu lhe apresentei dezenas de conceitos embasados que demonstram minha tese – de que todos nós temos um corpinho de pelo menos 20 mil anos antes de Cristo que tentamos fazê-lo viver em uma época 2 mil anos depois de Cristo. Não bate, não tem conformidade, não tem equilíbrio, não há harmonia. Essa é a razão gritante do mundo estar ficando doente, cada vez mais, e da ciência ser incapaz de reverter esse quadro. Talvez, em algum momento futuro, sim. Mas, tudo o que se sabe, até hoje, apresenta grande limitações diante da potência das forças históricas, evolutivas e genéticas que entram na equação da saúde.

Isso nos coloca a todos em uma encruzilhada – algo deve ser feito por cada um de nós, porque o coletivo, como comprovei a você, não tem a capacidade de solucionar o problema. A saída, portanto, está em nossas mãos.

REAÇÃO DE LUTA OU FUGA

Você já viu aqueles vídeos de natureza – céu azul, flores, pequenos animais, riachos de águas calmas e transparentes, brisa suave, música compassada por flauta e pássaros cantando ao fundo? São relaxantes, não? Sabe por que?

Porque esses elementos que eu descrevi são experiências históricas evolutivas. Preste atenção – viemos todos das savanas e florestas africanas, os genes que todos carregamos têm origem lá. O céu azul é o contraponto das grandes tempestades, com inúmeros raios e trovões, que apresentam perigo a céu aberto, e mesmo sob a proteção das árvores. As flores representam a estação do ano em que a temperatura é amena, as chuvas torrenciais e tempestades acabaram e a vida retorna em sua potência mais bela. Os riachos de água calma são o oposto daquelas correntezas fortíssimas que arrastam tudo por onde atravessam. As águas transparentes são as potáveis – águas turvas estão infectadas por patógenos mortais. A brisa suave denota um período de calma entre as estações radicais. Os pássaros cantando evocam a falta de perigos, de predadores. Quando surgem ameaças, os pássaros simplesmente param de cantar pra não serem encontrados.

Essa descrição que acabei de fazer mostra bem os cenários que perduraram durante centenas de milhares de anos, e que foram responsáveis por boa parte do desenvolvimento das nossas estruturas cerebrais emocionais. Isso mesmo. Em nosso cérebro, há uma região chamada límbica, formada por estruturas basais, bastante primitivas, vamos dizer assim, relacionadas, principalmente, com comportamentos emocionais e sexuais, aprendizagem, memória, motivação, mas também com algumas respostas homeostáticas. Durante nossa evolução, momentos de liberdade, prazer e ócio se alternavam com os de grande perigo, no enfrentamento de animais ou outros agentes opressores, como os climáticos extremos, por exemplo. Em especial, uma pequena estrutura chamada amídala – diferente e distante das amídalas que você tem em sua garganta – é responsável por boa parte dos problemas psíquicos que vemos hoje em dia. A amígdala é um aglomerado de células em forma de amêndoa localizada perto da base do cérebro. São duas, uma em cada hemisfério. Elas ajudam a definir e regular as emoções. Também preservam memórias e ligam essas memórias a emoções específicas – felicidade, tristeza, raiva. São chamadas lembranças emocionais, que ao longo da vida podem se tornar os conhecidos gatilhos mentais.  A amígdala também ativa a chamada “resposta de luta ou fuga”. Essa resposta pode ajudar as pessoas em perigo físico imediato a reagir rapidamente por sua segurança. A resposta de luta ou fuga ajudou os primeiros humanos a responder a ameaças para evitar serem feridos ou mortos, de forma imediata e intuitiva, quer dizer, sem qualquer iniciativa consciente. Quando essa estrutura do cérebro sente o perigo, ela sinaliza para o cérebro bombear hormônios de estresse, preparando seu corpo para lutar pela sobrevivência ou fugir para a segurança. Durante centenas de milhares de anos, nossas estruturas cerebrais foram sendo esculpidas dessa forma – há um perigo iminente, elas agem para evitar o pior. Fazem isso na forma de uma espécie de “sequestro” da cognição. Para entender o que é um sequestro cognitivo da amígdala, é preciso saber sobre uma segunda parte do cérebro: os lobos frontais. Essas duas grandes áreas estão localizadas na frente do cérebro, aqui, atrás de nossa testa. Os lobos da frente são parte do córtex cerebral. Esta área do cérebro regula ações voluntárias, como raciocínio, pensamento, movimento, tomada de decisão e planejamento. Eles permitem que você avalie suas emoções e, em seguida, use suas experiências e julgamento para responder conscientemente. Veja, quando os lobos frontais entram em ação, as reações não são automáticas, como as geradas pela amígdala. No caso de uma ameaça física, a amígdala pode saltar para a resposta de luta ou fuga, mas os lobos da frente processam as informações que você está recebendo para ajudar a determinar se o perigo é real. Se o perigo não for imediato, os lobos frontais ajudam a decidir o que fazer. Para ameaças leves ou moderadas, os lobos frontais podem muitas vezes substituir sua amígdala para que possa abordar a situação mais racionalmente. Mas, no caso de fortes ameaças, a amígdala pode desencadear a resposta de luta ou fuga quase sem consultar os lobos frontais, vamos colocar assim. Para os primeiros humanos, a resposta de luta ou fuga era vital. A ameaça de dano físico era muito real. Hoje, no entanto, é mais provável que você experimente ameaças mais psicológicas, como as pressões no trabalho, no trânsito, nas relações pessoais. Contudo, essas emoções, também, podem desencadear a resposta de luta ou fuga da amígdala. Perceba só. Raiva, agressão, medo e estresse são todos gatilhos emocionais comuns, que podem causar reações súbitas e irracionais. Você já se viu em uma situação dessas? Perdeu a cabeça com um vizinho barulhento, um filho ranheta, uma discussão no trânsito? Depois de algum tempo, recolhido em um ambiente seguro e acolhedor, reflete a respeito e acha que acabou reagindo pateticamente, sem pensar. É claro, foi sem pensar mesmo! Você foi vítima de uma estrutura que funcionava muito bem nas savanas e florestas africanas, ou em todos os outros ambientes naturais por onde nossos ancestrais passaram e viveram, alternando períodos de paz e de perigo iminente.

SERES COMPLEXOS NÃO TÊM VIDA FÁCIL

Eu creio que consegui passar a você uma perspectiva resumida de como todos estamos enfrentando uma ameaça moderna, que é nosso estilo de vida. Em pouco mais de 1 hora, eu pude mostrar e comprovar para você que há mesmo um descompasso entre nossa genética, nossa fisiologia, e o que fazemos com ela, comendo de forma errada, sedentários e heliofóbicos, quer dizer, com medo ou preguiça de tomar sol adequadamente.

Para cada um de nós, é um desafio a ser superado, se quisermos viver bem e viver muito, com saúde. De que vale viver muito e doente, a base de remédios, entradas e saídas de laboratórios e hospitais? Fora o fato de que isso sempre custa muito dinheiro! Dinheiro que você poderia estar investindo em mais conforto, qualidade de vida, em prazeres.

O mundo atual é complexo, porque somos seres complexos. Sair das savanas africanas, ambiente árido, e ganhar o espaço celeste é um feito extraordinário, não importa quanto tempo demandou. Só a nossa espécie chegou até aqui. Só nossa espécie se tornou absolutamente dominante.

Onde está a chave para reverter a degradação da saúde? Onde está a chave para aumentar a longevidade? Que mudanças devem ser feitas para reconquistarmos a saúde? Voltando ao princípio dessa nossa conversa, você tem entre 85 e 94% de chances de ter um futuro lamentável, ou mesmo entre 85 e 94% de chances de ter uma velhice saudável, produtiva e feliz. Por experiência própria, se alguém lhe disser que você deverá mudar tudo, que dá muito trabalho ser saudável e sustentar um estilo de vida diferente de todo mundo, que é preferível apostar na sorte futura, porque deve ser alguma coisa ligada ao destino, que os remédios e a medicina estão aí para o caso de alguma coisa dar errado em sua vida, eu respondo que esse alguém não sabe o que está falando. E a vida é muito importante e valiosa para você deixá-la à própria sorte.

Há 6 ou 7 anos, eu fui mudando alguns pontos estratégicos em minha vida. Estava próximo à obesidade, cansado, sem energia, doente, decidi estudar e não dar ouvidos aos especialistas de plantão, com suas dietas e hábitos mirabolantes. Fiz ajustes pensados e controlados. Deu certo. Hoje estou de novo em grande forma, com disposição. Perto dos 60 anos, não tomo nenhum remédio, meus índices são excelentes – nível de gordura corporal, glicemia, insulina, pressão, colesterol, entre outros.

Eu gostaria, – aliás -, de lembrar que foi por essa razão que eu criei esta plataforma de conhecimentos gerais sobre saúde, e também de conhecimentos práticos. Aqui, você pode encontrar tudo o que precisa para entender o funcionamento do nosso corpo, da mente e das emoções, e de quais as atitudes deve tomar para reverter seus problemas, seus desafios e se tornar uma versão melhor e mais saudável de si mesmo. Trata-se da saúde integral, um tripé formado pela saúde física, pela saúde mental e saúde emocional. Sem um desses pilares, não se vai muito longe com qualidade. Se você me acompanhou até aqui e viu a relevância desse conhecimento que eu lhe trouxe, de forma organizada e resumida, – e se é assinante desta plataforma – vai gostar do que está programado para as próximas semanas, principalmente na área de “programas especiais”, onde todo este conhecimento essencial foi transformado em conhecimento prático, para você aplicar em sua vida. Bem, aqui encerramos esta quarta e última parte do “Artigo mais importante que você vai ler em sua vida”. Até o próximo! Um abraço.

Algumas referências diversas e científicas que fizeram parte dos originais avaliados para essa análise:
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O artigo mais importante que você vai ler em sua vida – PARTE 3

Você já ouviu falar em síndrome metabólica? É uma grave síndrome moderna, que tem como base a resistência de nossas células a um importante hormônio, a insulina. A insulina é responsável por facilitar a entrada da glicose nas células para a produção de energia. Só que hoje, essencialmente, 70-80% da nossa dieta alimentar é baseada em carboidratos simples e açúcares, e isto provoca em nosso corpo a produção de altas doses de insulina. Com o tempo, esses excessos de insulina circulante no sangue, por todo o corpo, provocam uma saturação, uma overdose, e aí as células passam a ter menos receptores para a insulina, causando a resistência. O resultado disso é péssimo: seu corpo passa a ter altas doses de glicose circulante, altas doses de insulina circulante, você fica com o pâncreas estressado, porque ele precisa produzir cada vez mais insulina para romper a resistência e, finalmente, o excesso de açúcar no sangue é convertido pela insulina em – tchãn- tchãn – depósitos de gordura! Ou seja, além de ficar diabético, dependente de medicação, você ainda fica obeso.

Esse processo todo está explicado pela paleoantropofisiologia, veja só. Acompanhe comigo.

Durante um longo período evolutivo, o homem consumiu, majoritariamente, carne, como fonte de calorias, carne e gordura animal. Portanto, nosso metabolismo era muito parecido com o dos carnívoros que têm baixa sensibilidade fisiológica à insulina. Claro, as gorduras animais formam triglicérides que são usados como fonte de energia pelos carnívoros e pouquíssima proteína vira glicose. Os músculos dos eminentemente carnívoros usam ácidos graxos e corpos cetônicos como fontes de energia. Se você come alimentos gordurosos e com poucos carboidratos, seu corpo não precisa produzir e injetar insulina em seu sangue. Nos seres humanos, essa baixa sensibilidade fisiológica à insulina, ou, em outras palavras, essa alta resistência padrão à insulina, teve um motivo adaptativo importante: priorizar a glicose para os tecidos do sistema nervoso central, glândulas sexuais – testículos e ovários – e sangue, deixando os músculos se virarem com os ácidos graxos, com a gordura. A análise genética de várias populações atuais comparadas à nossa ancestralidade mostra o seguinte: com o tempo, as comunidades de agricultores passaram a exibir índices um pouco menores de resistência insulínica, talvez por conta de sua dieta mais vegetal e menos animal. Mesmo assim, essa é uma adaptação não consolidada – ou seja, por padrão, todos nós exibimos moderadamente uma taxa de resistência insulínica. Tá explicado por que em todo mundo, apesar dos esforços contrários, continuam a se elevar as taxas de diabéticos e obesos?

ESTÁ SOBRANDO INTESTINO

A maioria dos alimentos vegetais apresenta uma quantidade significativa de fibras, que são os chamados carboidratos complexos, quase insolúveis. A maioria dos herbívoros extrai grande parte de sua energia da fermentação dessas fibras pelas bactérias intestinais. Um gorila, por exemplo, extrai 60% de sua energia das fibras por esse meio. Hoje, nosso cólon, a parte grande do nosso intestino grosso, ela é 77% menor que o dos primatas, ao mesmo tempo que nosso intestino delgado é 64% maior. É no intestino delgado onde são absorvidos os açúcares, as proteínas, na forma de aminoácidos e as gorduras. Os carnívoros têm, por regra, intestinos delgados proporcionalmente maiores. Veja que essa mudança estrutural, da virada da nossa dieta vegetariana para a onívora ocorreu há muito tempo, há mais de 2 milhões de anos. Contudo, ainda sobrou a necessidade de um intestino grosso robusto, com rica microbiota, para a finalização dos processos fermentativos e digestivos. A dieta ancestral ao longo do tempo sempre foi excepcionalmente variada – legumes, frutas, raízes, tubérculos, folhas, sementes, castanhas, carnes de diversos animais, insetos e larvas – portanto, até bem pouco tempo atrás, cerca de 10 mil anos, nós viramos novamente a chave da mudança, sem o devido tempo necessário para que nosso corpo fizesse um novo ajuste anatômico. Hoje, com uma dieta pobre em variedade e rica em calorias, em carboidratos simples e açúcares, boa parte de nosso intestino grosso tornou-se inútil, mas, não menos importante, porque muitas substâncias e hormônios deveriam ser produzidos ali, para a manutenção da nossa saúde. Então, está sobrando intestino e faltando saúde.

O MILAGRE FEITO PELO FOGO

Há evidências de mudanças em nossa mandíbula e dentes, que passaram a ser menores, por 2 motivos principais: a mastigação reduzida e o cozimento. Eu explico. Herbívoros tem dentes mais robustos, grandes e fortes, porque o processo mastigatório de plantas, excessivamente fibrosas, assim o exige. Nós perdemos a necessidade de dentes grandes e mandíbula robusta porque a carne e a gordura são muito mais macias, e elas entraram em nossa dieta há muito tempo, há mais de 2 milhões de anos. Por outro lado, quando o homo sapiens surgiu, entre 300 ou 400 mil anos atrás, o fogo já era usado há mais de meio milhão de anos. Fogo é um pré-digestor, quer dizer, o cozimento praticamente pré-digere o alimento para nós, porque degrada substâncias complexas em unidades mais simples. Basicamente, é isso. Então, quando submetemos um vegetal fibroso ao cozimento, os carboidratos complexos vão sendo quebrados. A proteína se degrada em aminoácidos. Quando o fogo se tornou mais habitual, ele favoreceu ambos os lados: o consumo de vegetais, que antes demandavam muito tempo de mastigação e agora tinham suas calorias mais disponíveis, e também o consumo de carne e gorduras, porque o cozimento prolongado quebra o colágeno e deixa a carne mais macia.

O fogo, o controle do fogo, portanto, foi o milagre que acelerou o processo evolutivo humano, porque encurtamos muito o tempo demandado para a alimentação e a absorção de energia corporal.

NOSSA BARRIGUINHA PERSISTENTE

Sabe essa cinturinha anabolizada que normalmente temos e odiamos? Ela tem uma explicação histórica-fisiológica também. Trata-se de nossa capacidade aumentada para armazenar energia na forma de gordura, na forma de triglicerídeos. Os animais que absorvem muito pouca glicose diretamente no intestino delgado por conta de sua dieta regular, têm quatro vezes mais adipócitos que os outros animais. Explicando, adipócitos são células especializadas no armazenamento de gorduras. Os humanos se enquadram perfeitamente no padrão de morfologia dos adipócitos carnívoros, de células menores e mais numerosas. Esses números sugerem que o metabolismo energético dos humanos é adaptado a uma dieta em que lipídios e proteínas, em vez de carboidratos, dão uma contribuição importante para o suprimento de energia. E isto está também relacionado com o papel relativo da insulina na regulação dos níveis de glicose no sangue. Peraí, deixa eu explicar melhor esse ponto: um indivíduo adulto de 70 kg tem cerca de 5 litros de sangue circulando no corpo. Em todo esse sangue, estão circulantes também entre 4 e 5 gramas de açúcar, de glicose. Esses números são atuais, quer dizer, são níveis ideiais para uma dieta moderna. Ocorre que uma dieta low carb ou cetogênica provoca uma leve queda dessa concentração de açúcar no sangue. Vamos chamar de glicemia, ok? Vamos chamar de taxa de glicemia essa concentração de açúcar no sangue. Médicos endocrinologistas postulam que a glicemia ideal para um adulto mediano, hoje, seja entre 80 e 100 mg/dL, mas praticantes do low carb ou dieta cetogênica têm glicemia entre 50 e 75 mg/dL, e vivem normalmente, muito bem. Como usam triglicerídeos como fonte massiva de energia para os músculos, que formam boa parte dos tecidos corporais, usam açúcar estritamente para órgãos necessários – tecidos nervosos, glândulas sexuais e sangue, como já comentei. Nesses casos, desses praticantes, a insulina circulante também é baixíssima, entre 0,3 e 3 microU/mL. Só para você ter em comparação, em laboratórios de exames clínicos, a referência varia de 5 a 26 microU de insulina por mililitro de sangue! Isto é uma enormidade! Referência laboratorial significa índices médios de uma população, dos valores ditos ‘normais’ de uma população. Mas quem pode afirmar que esta população é saudável? Percebe? Se, majoritariamente, uma população consome carboidratos e açúcares em sua dieta, é claro que as referências laboratoriais de glicemia e insulina são elevadas. Mas isso se contrapõe, contradiz o que os estudos paleoantropofisiológicos mostram, concorda? Veja só, há um outro dado muito importante que devemos considerar: em um exame de sangue para avaliar sua resistência insulínica ou diabetes, usa-se a hemoglobina glicada. Já vimos que nosso corpo reserva o açúcar para tecidos nervosos e eritrócitos, as células do sangue. Uma das células sanguíneas é a hemoglobina, que tem a importantíssima função de transportar gases, oxigênio e gás carbônico. Se o sangue tem altos índices de glicemia, de açúcar, ele contamina células saudáveis de hemoglobina, que perdem a capacidade de transportar os gases. É a chamada hemoglobina glicada. Quanto maior o índice no sangue de hemoglobina glicada, significa que durante muito mais tempo seu corpo ficou exposto a altas doses de açúcar, e isso é péssimo sinal.

Voltando à nossa cintura, à nossa gordura abdominal persistente, a culpa é desta situação: elevadas taxas de açúcar no sangue, bem como elevadas taxas de insulina. A insulina é lipogênica, quer dizer, é responsável direta por transformar o excesso de açúcar em gordura armazenada. Se você come majoritariamente carboidratos simples – doces, pães, bolos, salgadinhos, pizza, massas -, tenho uma péssima notícia para lhe dar. Percebe?

VITAMINAS – DE ONDE VÊM, PARA ONDE VÃO?

Um último ponto dessa nossa análise da alimentação tem a ver com as vitaminas. Você já ouviu falar que veganos e vegetarianos têm deficiência de vitamina B12? Sim, é verdade, é necessária uma suplementação, porque esta vitamina é obtida a partir de sínteses que ocorrem em nosso intestino, por conta de uma dieta de proteína animal, de carne animal. Ela é muito importante, porque está envolvida na formação das nossas células sanguíneas, atua no sistema nervoso e ajuda na formação dos neurônios, entre outras funções. Pois é. Vitaminas são essenciais às nossas funções metabólicas, e, por conceito, são substâncias que nosso corpo não produz.

Uma dieta variada, supostamente, forneceria as vitaminas que necessitamos. Contudo, há muito tempo que as plantas domesticadas na agricultura vêm sofrendo de um severo declínio do seu valor nutricional por conta da exaustão dos solos. Os micronutrientes não são repostos, então, hoje, comemos plantas cada vez menos nutritivas. Nossos antepassados, nossos ancestrais, tinham essa sorte – uma dieta extremamente variada, de solos ricos em micronutrientes. Dessa forma, até mesmo os animais que faziam parte da dieta pré-histórica, tinham em suas carnes altas doses de micronutrientes. Hoje, não mais. Os herbívoros que usamos em nossa dieta onívora, a carne de bois, cabras, porcos, também estão mais pobres, justamente porque eles se alimentam de vegetais pobres, de rações produzidas a partir de vegetais empobrecidos. Os micronutrientes não são fabricados naqueles organismos – eles têm de ser absorvidos, mas não se pode absorver o que não existe disponível, certo? Ainda assim, os últimos estudos – as evidências científicas – revelaram que os alimentos de origem animal fornecem alguns micronutrientes essenciais para nós, já em suas formas ativas, que as plantas não fornecem, como a vitamina A (retinol), a vitamina K (menaquinona), vitamina B9 (folato), vitamina B12 (cobalamina), vitamina B6 (piridoxina), ferro heme (que é o ferro do tipo mais absorvível para nós) e ômega 3 (EPA e DHA). Portanto, os alimentos de origem animal não são apenas qualitativamente, mas também são quantitativamente superiores aos alimentos vegetais nas escalas de densidade de nutrientes. Até mesmo na questão de macronutrientes, a proteína vegetal é até 40% menos absorvível que a proteína animal, num índice que chamamos de valor biológico dos alimentos. Pode procurar na internet, você vai achar essas referências. Dito isso, eu lhe pergunto: os 8 bilhões de seres humanos vivos atualmente têm à disposição uma alimentação rica em micronutrientes e vitaminas, necessários às funções metabólicas? Claro que não.

UM GENOMA HELIODEPENDENTE

Chegamos ao segundo ponto importante, daquilo que eu chamei de “os 3 pontos de atenção – alimentação, sol e atividade física”. Trata-se da importância do sol em nossa formação genética e todos os seus desdobramentos.

A máquina de fusão nuclear celeste da qual toda a vida na terra é dependente – o sol -, está profundamente ligada à nossa genética. É através da radiação solar que as plantas realizam a fotossíntese, e assim produzem carboidratos e geram oxigênio, consumindo o gás carbônico da atmosfera. Sem fotossíntese não haveria alimento para os demais níveis tróficos na cadeia alimentar – herbívoros, carnívoros, etc. Aliás, com exceção de algumas bactérias, não haveria outro tipo de vida.

Vamos continuar na quarta e última parte? Estaremos juntos de novo, já, já.

Leia a PARTE 4

O artigo mais importante que você vai ler em sua vida – PARTE 2

A tese que eu defendo é a seguinte: somos o resultado, a consequência genética de todo nosso processo evolutivo, durante, pelo menos, centenas de milhares de anos. Não só disso, mas também de nossa interação com o ambiente no qual nossos ancestrais viveram. Pois bem, parece lógico, simples, mas é uma percepção comumente deixada de lado.

Voltando à ideia de que as mudanças genéticas ocorrem em longos períodos de tempo, veja o que Stephen Jay Gould, um proeminente paleontólogo e biólogo evolucionista, já falecido, postulou: “não ocorreu nenhuma mudança biológica nos humanos em 50 mil anos”. Segundo ele, “tudo o que chamamos de cultura e civilização, nós construímos com o mesmo corpo e o mesmo cérebro.”Mesmo corpo, mesmo cérebro”, eu enfatizo aqui. Claro, ele estava falando em grosso modo, quer dizer, nesses últimos 50 mil anos de evolução humana, nós não sofremos nenhuma mudança genética significativa, verdadeiramente significativa. Pequenas mudanças, claro ocorreram sim. Vou relatar algumas delas para você:

Se você tem olhos azuis, está na companhia de 400 milhões de pessoas, um em cada 20 humanos no mundo. Os outros 19 têm olhos castanhos, verdes ou cinza. Os olhos azuis são relativamente recentes, a mutação que lhes deu origem surgiu no Leste Europeu, entre 6 mil e 10 mil anos atrás. Não se sabe a razão pela qual ela se disseminou. Eles se espalharam rapidamente pela Europa, dominando o norte do continente.

Já a saliva humana contém uma enzima chamada amilase, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos. Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais eram caçadores, por exemplo. Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas, com o advento da agricultura.
Entre 6 e 8 mil anos atrás, houve uma mutação genética no gene MCM6, permitindo a digestão adequada de lactose, o açúcar do leite. Veja, o ser humano é o único animal que produz esta enzima, a lactase, depois de adulto. Aliás, o ser humano é o único mamífero que toma leite de outros animais depois de adulto. Sem essa mutação genética, nada disso aconteceria.

Bem mais recente, há uma mudança genética que está favorecendo o aparecimento de uma terceira artéria em nosso braço: a artéria mediana, que antes desaparecia durante o desenvolvimento embrionário, mas tem sido cada vez mais observada nas pessoas, mostrando que nossa espécie está em contínua evolução. No final do século 19, 10% da população apresentava essa característica. Hoje, quase 40%! Estamos vendo e vivenciando, ao mesmo tempo, o processo evolutivo humano!

Mas, veja, como disse Stephen Jay Gould, uma cor diferente dos olhos, um fluxo adicional de sangue no braço ou mesmo a capacidade de 30 ou 40% da população mundial continuar tomando leite depois de adulto não é tão substancial, não faz tanta diferença, concorda? Então, preste atenção – a primeira grande conclusão de toda essa nossa jornada até aqui é a seguinte – eu vou somente repetir o que já afirmei: “nossos corpos atuais ainda estão na pré-história, eles têm, pelo menos, 20 mil anos de idade.”

Agora, pense em como era a vida naquela época. Sem ir muito longe, imagine como era a alimentação, como era o dia a dia de um indivíduo, uma família, quais eram os hábitos, como era o ambiente em que nós interagíamos. Tudo isso é importante do ponto de vista epigenético, porque, já que nossa genética é praticamente a mesma, as diferenças entre os estilos de vida de 20.000 antes de Cristo e de 2.000 depois de Cristo é que estão causando os problemas de saúde atual, tanto físicos quanto mentais. Isso faz sentido para você? Para mim faz total sentido!

Eu vou resumir para você, essa reflexão, em 3 pontos de atenção, e vamos explorar cada um deles, combinado? Veja, vamos avaliar as diferenças entre os estilos de vida de agora e de 20.000 anos atrás, nos quesitos “alimentação”, “sol” e “atividade física”.

Um à parte importante: você pode achar até meio cansativo, mas vamos continuar aqui dentro do âmbito da ciência, das referências, para você perceber que eu fui muito fundo em minhas pesquisas, sempre dentro dos melhores ambientes racionais e das evidências científicas. Nada do que eu estou colocando aqui, para você, vem de opiniões, achismos ou especulações. Tudo o que estamos vendo aqui vem da ciência, da melhor ciência, consagrada, demonstrada através de investigações e experimentações, validadas por seus pares nas diversas áreas.

Vamos avaliar agora as diferenças entre os estilos de vida de agora e de 20.000 anos atrás, nos quesitos “alimentação”, “sol” e “atividade física”.

Desses 3 pontos de atenção, vamos começar pelo mais controverso, a alimentação. Por que controverso? Porque boa parte dos nossos problemas de saúde física advém do que comemos, de como comemos e quando comemos. O que é certo e errado em nossa alimentação atual? Eu acredito que, nos últimos 60 ou 70 anos, essa é a pergunta que muita gente tentou responder, e que produziu a quase totalidade das dietas alimentares que estão disseminadas no mercado, e que competem pela atenção daqueles que perceberam que alguma coisa estava errada, definitivamente. Qual é a melhor a ser adotada? A dieta paleolítica? O vegetarianismo? O veganismo? O crudivorismo? Sabe o que é – crudivorismo? É o consumo de alimentos crus, como sementes, frutas, vegetais e grãos. E só. Continuando, temos a dieta mediterrânea, a dieta alcalina, a low carb, a cetogênica, a dieta Dukan… eu ainda poderia desfilar aqui pra você mais umas 15 ou 20, todas reflexos de modismos ou de visões parciais da verdade, da realidade. Então, para fugir de tudo isso, aliás, esse foi meu alvo há uns 6 ou 7 anos, quando eu percebi que estava ficando obeso e precisava perder peso, pelo menos 15-17 quilos, eu decidi não aderir a nenhuma dieta, resolvi estudar. Fui estudar fisiologia humana e, logo depois, paleoantropofisiologia humana. O nome é estranho, mas diz respeito à fisiologia humana nos períodos pré-históricos. É um conhecimento recente e paralelo ao projeto genoma, que busca sequenciar o DNA ancestral e seus desdobramentos fenotípicos. Meus estudos se concentraram nos trabalhos de vários cientistas, entre eles Svaante Pääbo, prêmio Nobel de Medicina de 2022, que dedicou sua carreira ao sequenciamento do genoma neandertal, ele também foi o criador da disciplina científica paleogenômica; Alan Templeton, biólogo evolucionista da Universidade Washington; Miki Ben-Dor e Ran Barkai, do departamento de arqueologia da Universidade de TelAviv, junto com Raphael Sirtoli, do departamento de ciências da saúde da Universidade do Minho, eles publicaram recentemente uma meta-análise espetacular, sobre o nível trófico humano durante o plistoceno; Ben Hesper e Paulien Hogeweg, da Universidade de Utrecht, estes dois últimos são expoentes da teoria da bioinformática (que envolve matemática, tecnologia computacional e biologia molecular).

Então, vamos focar aqui no nível trófico – ele é uma das chaves para o entendimento de nossos hábitos alimentares durante a pré-história. E o que é ‘nível trófico’? Na verdade, se diz “níveis tróficos” – os níveis tróficos nada mais são do que grupos de organismos que possuem hábitos de alimentação semelhantes e que conseguiram seu alimento pelo mesmo número de passos em uma cadeia alimentar. Quando se alimentam de organismos produtores, ocupam o nível dos consumidores primários ou consumidores de primeira ordem; quando se alimentam de consumidores primários, ocupam o nível trófico dos consumidores secundários ou consumidores de segunda ordem, e assim sucessivamente. Todas as plantas, por exemplo, ocupam o mesmo nível trófico, assim como todos os animais herbívoros.

E como esse estudo sobre o nível trófico dos humanos foi conduzido? Bem, ele é complexo, por isso acredito ser completo, fechando todas as possibilidades e as diversas perspectivas de abordagem. Tratou-se de revisar um enorme conjunto de evidências de sistemas biológicos, ecológicos e comportamentais derivados de vários estudos existentes, incluindo evidências de fisiologia e genética humanas, arqueologia, paleontologia, zoologia, entre outras.

A primeira grande conclusão, aparentemente óbvia, é de que a linhagem humana, a linhagem homo, saiu de uma baixa posição de nível trófico para uma posição mais alta e carnívora durante todo o plistoceno. Plistoceno é um período compreendido entre 2,5 milhões de anos até 11.700 anos atrás. Portanto, um período de tempo muito grande em termos de evolução humana. Agora, veja que interessante – depois de atingir um ponto elevado na cadeia alimentar, ele recuou com o advento da agricultura. Essa memória das adaptações dos humanos aos níveis tróficos está embutida em nossa biologia atual, na forma de genética e metabolismo.

Para este artigo não ficar ainda mais longo, eu vou resumir alguns pontos principais dos diversos estudos que culminaram com a meta-análise. São as principais evidências colecionadas.

BIOENERGÉTICA E QUALIDADE DA DIETA

Em comparação com os outros animais, os humanos têm maior necessidade de energia. Historicamente, o tempo envolvido na produção de ferramentas, nos cuidados prolongados com as crianças, entre outras atividades, os “homo” enfrentaram uma intensa pressão seletiva para adquirir energia adequada e consistente de forma eficiente, especialmente para energizar o cérebro. Veja que esse nosso órgão, o cérebro, ele responde por 2% da massa de um indivíduo de 70 quilos, portanto, pesa 1,4 kg em média, mas consome 25% de toda a energia absorvida e 20% de todo o oxigênio inalado. Então, onde encontrar energia suficiente? Nas calorias de origem animal, claro. Os carnívoros gastam menos tempo se alimentando do que os herbívoros – extrair calorias de vegetais é muito mais difícil e custoso para nosso organismo. Uma analogia para você entender – na natureza, as calorias de origem vegetal custam 10 vezes o preço da carne, se esta estiver disponível. As principais evidências mostram que o ser humano, durante toda evolução recente já como homo sapiens sapiens, contrariando todas as suposições vegetarianas, era onívoro, com uma dieta sempre muito variada de vegetais e outros animais. Por exemplo, como os cérebros humanos são três vezes maiores que os cérebros de outros primatas, a densidade energética da dieta humana deve ser muito mais alta. O macronutriente mais denso em energia é a gordura – você extrai dela 9,4 kcal/g , comparado com proteína – 4,7 kcal/g – e carboidratos – 3,7 kcal/g. Assim, a mistura de proteína e gordura contida na caça dos animais, provavelmente, teria proporcionado maior densidade energética. E, portanto, a esperada qualidade da dieta. Agora, veja que interessante: o tamanho do cérebro humano diminuiu nos períodos finais do plistoceno, e isso indica um possível declínio na qualidade calórica da dieta, por conta de um aumento do consumo de vegetais em comparação com a proteína e gordura animal.

AS RESERVAS DE GORDURA E OS PERÍODOS DE JEJUM

Os humanos têm reservas de gordura muito maiores do que os chimpanzés, nossos parentes mais próximos. Só que carregar gordura adicional tem custo de energia e também reduz a velocidade humana em perseguir presas ou escapar de predadores. A maioria dos carnívoros e herbívoros não tem um alto percentual de gordura corporal, porque, diferentemente dos humanos, eles dependem da velocidade para caça ou mesmo fuga. Nesse sentido, os humanos parecem que se adaptaram muito bem ao jejum prolongado, porque a gordura corporal armazenada fornece a maior parte das calorias. Quando estamos em jejum, nosso corpo entra rapidamente no que chamamos de cetose – um processo metabólico onde extraímos a energia da nossa gordura corporal. Essa rápida entrada em cetose permite que os corpos cetônicos substituam a glicose como fonte de energia na maioria dos órgãos, incluindo o cérebro. Durante o jejum, a cetose possibilita a economia muscular, diminuindo substancialmente a necessidade da gliconeogênese – que é a síntese de glicose a partir de proteínas.

Essa chave de mudança da matriz metabólica – dos carboidratos para as gorduras – é considerada uma notável adaptação dos humanos – o uso dos corpos cetônicos pelo cérebro. Isto permitiu ao homem sobreviver por longos períodos de inanição, como a gente vai ver mais adiante, quando avaliarmos os cenários naturais onde se passou nossa evolução, e ainda permitiu que o cérebro evoluísse ao que é hoje, essa máquina extraordinária. Em outras palavras, durante toda a nossa evolução, considerando que os recursos eram sempre escassos, quer dizer, o alimento nunca esteve fartamente disponível na natureza, o ser humano teve de conviver com longos períodos sem se alimentar, em jejum. Isso está em nossa genética, em nosso metabolismo. Os geneticistas, comparando o nosso DNA e de nossos ancestrais, perceberam que, historicamente, a dieta ancestral era muito mais rica em proteína e gordura animal e isso ficou registrado em maiores regiões do genoma ancestral do que no genoma dos seres humanos atuais. Daí se conclui que a nossa dieta se tornou mais vegetariana um pouco antes do advento da agricultura.

A FALTA QUE UMA GELADEIRA FEZ EM NOSSA DIETA

Eu incluí esse estudo aqui mais por curiosidade. Você sabia que a acidez estomacal está muito ligada à proteção contra patógenos? Patógenos são causadores de doenças, por exemplo, as bactérias que degradam animais mortos. Veja só, a acidez estomacal dos grandes carnívoros tem um pH médio de 2,2. Dos onívoros médios, o pH é 2,9. Dos herbívoros, o pH fica entre 5,5 e 7. Nos necrófagos, que se alimentam de animais mortos ou cadáveres em decomposição, o pH médio é 1,3. Agora, veja só, surpreenda-se também: o pH médio do nosso estômago, dos seres humanos, é 1,5! Isto significa que nossos ancestrais eram mais necrófagos do que poderíamos supor! E faz todo sentido: depois de caçar grandes animais, os humanos se reuniam e alimentavam o grupo durante dias, talvez até semanas, com a carne de um elefante ou um bisão. Pra você ter uma ideia, a carne de uma zebra poderia sustentar um grupo de 20 pessoas durante quase 2 semanas. Sem uma geladeira, evidentemente, essa carne entrava em putrefação, produzindo uma gigantesca população de bactérias e seres decompositores que eram também consumidos pelos humanos junto com a carne. Hoje, as alterações substanciais na matriz energética da nossa dieta moderna estão produzindo um efeito colateral péssimo: a partir dos 35-40 anos, nosso estômago está deixando de produzir ácidos em quantidades suficientes para decompor a proteína adequadamente. Só que nós temos estruturas de auxílio ao estômago que são pH-dependentes, como a cárdia, uma válvula entre o esôfago e o estômago. Vou explicar: quando temos alimento sendo digerido no estômago, ele está superácido, ou deveria estar. Estando ácido, com baixo pH, a cárdia está totalmente fechada. Agora, se o pH não está assim tão baixo, a cárdia relaxa, fica entreaberta. O resultado disso? Refluxo. Você tem refluxo? Pense a respeito. Vamos à parte 3? Até já, já, novamente.

O artigo mais importante que você vai ler em sua vida – PARTE 1

Vamos fazer um rápido exercício mental? Se eu dissesse que você tem entre 85 e 94% de chances de ter um final de vida muito ruim, sustentado por remédios, tratamentos paliativos, somando mais 10 a 15% de possibilidade de você nem ao menos reconhecer seus familiares ou as pessoas que cuidarão de você, lá no futuro. Esses são números elevadíssimos, não? É quase uma sentença definitiva de que sua velhice será amarga, triste. Acontece que para 6 a 15% das pessoas, esse final de vida é certo, está documentado em suas células. São doenças genéticas que vão se manifestar em algum momento, não importa o que façam ou como vivam. Elas podem até superar suas doenças, mas não sem muita luta e determinação.

Dadas estas péssimas notícias nesse nosso início de conversa, agora vamos às boas notícias. Sabe aqueles primeiros números? Entre 85 e 94%? São de causas epigenéticas, que podem ser completamente revertidas. Você não precisa ter entre 85 e 94% de chance de ter um futuro lamentável, muito pelo contrário. Com o conhecimento necessário e ajustes em sua vida, você terá entre 85 e 94% de chances de viver bem e chegar à velhice com lucidez, boa saúde e o sentimento de ter tido uma vida plena. Para que isso seja possível, você precisa começar já, agora mesmo, sem perder tempo. Porque uma verdadeira bomba relógio está ativada, sem você saber.

O título deste artigo pode parecer pretensioso – “O artigo mais importante que você vai ler em sua vida” -, mas você verá que não é. Porque trata-se de sua vida, da minha, da vida de todos nós, seres humanos. O mundo está doente, apesar dos avanços da ciência e tecnologia – estamos dando início a uma nova era de voos espaciais e a um passo de colonizar um outro planeta, ao mesmo tempo que os telescópios em órbita nos dão uma visão quase infinita do universo; por outro lado, estamos confirmando a existência das partículas elementares subatômicas nos grandes centros de pesquisa nuclear; a biotecnologia está produzindo órgãos humanos artificiais com células-tronco e já fazemos edição genética de nosso DNA com precisão; a inteligência artificial ganha terreno em todas as áreas da vida moderna; e através de novas ferramentas analíticas, os livros de paleontologia e história natural estão sendo reescritos por sucessivas descobertas; o projeto genoma, onde sequenciamos 100% do DNA humano, após 30 anos de pesquisas, revolucionou a forma de se fazer diagnósticos, produzir medicamentos e vacinas, e compreender a causa de milhares de doenças; enfim, estamos dando grandes saltos em direção a um futuro quase utópico, mas tudo isso não está impedindo o avanço dos males modernos, das doenças crônicas, dos distúrbios mentais, cada vez mais comuns. Por que? Você saberia me responder? Por que as epidemias de diabetes e obesidade estão em franco crescimento? Por que o câncer é a segunda doença que mais mata no mundo? Por que o mal de Alzheimer e outras demências ameaçam nosso futuro?

Eu creio ter uma resposta para estas questões. Veja, não é uma teoria minha, original, eu só estou ligando os pontos de um complexo de sistemas que nos rodeiam: para mim e outros geniais pensadores – haha, calma, eu não estou me colocando nesta categoria, hein? – para mim, há um descompasso entre o que sabemos e o que colocamos em prática, em nosso estilo de vida. E isso está fazendo toda a diferença.

Acompanhe-me: todos nós somos o resultado de um longo processo evolutivo. Desde a diferenciação de um grupo de primatas em uma linhagem diferente, ocorrida há 6 ou 7 milhões de anos, no noroeste da África, ou mesmo o surgimento do homo sapiens, há 300 ou 400 mil anos, no mesmo continente, a genética de todas as espécies que nos geraram foi sendo talhada, esculpida, pelos ambientes em que viveram. Processos de mutação gênica foram consolidados em características adaptativas importantes, quando submetidas à seleção natural. Trocando as palavras, o DNA de todos os seres vivos sofre alterações, que chamamos de mutações, que podem ser benéficas ou não. Quando essas mutações geram características físicas superiores, vantajosas para a espécie, elas acabam sendo consolidadas e passadas adiante. Foi assim, num longo curso de milhões de anos, que deixamos as florestas e savanas africanas e partimos em foguetes rumo ao espaço. Milhões de anos.

Isto significa que as mudanças genéticas que resultam em hereditariedade, em características transmitidas às próximas gerações, demandam longos períodos de tempo para se consolidarem. Longos períodos de tempo. Esse é o ponto crucial, fundamental, essencial. O mundo está se transformando muito mais rapidamente que nossa capacidade biológica de nos adaptar a ele. Esse é o descompasso que falei há pouco. Vou te explicar, logo em seguida, que o grande problema está no fato de que todos, – todos -, temos todos um ‘corpinho de 20 mil anos antes de Cristo’ e o estamos forçando a viver em um mundo 2 mil anos depois de Cristo. Em síntese, é isso.

Eu acordei para esse fato há pouco anos. E mudei pontos importantes da minha vida. Tenho 57 anos, e minha idade biológica beira os 30. Quer dizer, cronologicamente, tenho quase 6 décadas de vida, mas meu corpo tem a vitalidade de um jovem com metade dessa idade. Milagre? Não. Conhecimento. Meu papel agora, é fazer você também acordar para este fato! Porque isso vai mudar a sua vida. Estou falando sério, não é uma aposta, um palpite. É uma certeza.

Trata-se de como a vida tem de ser vivida para que aproveitemos ao máximo nossos potenciais, para que superemos os desafios físicos e mentais, para que vivamos na plenitude, na totalidade do que é possível, para que aliviemos os sofrimentos. Você me acompanha? Este é um artigo longo, mas espero que seja cheio de boas surpresas, de novidades, de coisas que você nunca imaginaria, e que eu consiga ter a sua atenção até o final, porque a qualidade da sua vida, a partir deste conhecimento, pode se elevar a um patamar que você nunca imaginou. Minha intenção, meu objetivo, ou melhor, o que eu espero de você, é ação. Espero conseguir fazer você entender o funcionamento do seu corpo, de sua mente, de suas emoções, a mecânica de seus pensamentos e ideias, de como tudo isto se manifesta na sua vida atual. E, principalmente, que você, através da autorreflexão, seja capaz de mudar o que tem de ser mudado. Compreenda que você pode ajustar a sua vida, tomar atitudes certas que vão alterar somente os pontos mais importantes, e assim garantir mais qualidade de vida, mais longevidade e mais autossatisfação. Como eu fiz.

É uma jornada, não uma pílula mágica.

ENTENDER COMO A HUMANIDADE CHEGOU ATÉ OS DIAS DE HOJE NOS AJUDA A ENTENDER CADA UM DE NÓS

A humanidade é um milagre per se. A forma como evoluímos está muito distante de nossos conterrâneos ao longo desta era. Nenhum outro animal ou espécie viva evoluiu para ganhar consciência plena, só a nossa, somos “homo sapiens sapiens”. Do latim, homo sapiens, homem sábio. Somos os mais sábios de todos, segundo a filogenia. Será? Outras espécies de seres humanos, também conscientes, ficaram pelo caminho, como a neandertal, extinta há pelo menos 25 mil anos, até mesmo os “homo erectus”, uma das espécies humanas mais antigas, extintos entre 120 e 180 mil anos. Sim, eles também tinham consciência, produziram algum tipo de cultura.

O Homo Sapiens surgiu na África entre 300 e 400 mil anos, mas iniciou seu processo de migração para fora do continente por volta de 90 mil anos atrás, na sua versão ‘mais moderna’. O número total de indivíduos das espécies humanas permaneceu estável – cerca de 1 milhão de pessoas em todo o mundo – até o início da revolução agrícola, que ocorreu há aproximadamente 10 mil anos. Com o crescimento da produção agrícola e o avanço das cidades, a população mundial, aproveitando uma ampla disponibilidade de recursos, chegou a 5 milhões de habitantes entre 5 e 8 mil anos atrás. No ano 1 da era cristã, a população mundial já era de 170 milhões. Ou seja, multiplicou-se por 170 em pouco mais de 5 mil anos. Isto foi incrível. Mil anos depois, tinha dobrado. Por volta do ano 1.350 d.C., houve uma primeira queda significativa na população devido à peste bubônica. Mais 100 ou 150 anos depois, éramos 450 milhões de pessoas. Por volta de 1.800, com o início da Revolução Industrial e Energética, a população mundial chegou a 1 bilhão de habitantes. Ou seja, demorou 300 mil anos para a humanidade atingir a marca emblemática de 1 bilhão de pessoas. 300 mil anos. Já a marca de 2 bilhões foi atingida em 1927. Os 3 bilhões em 1960, 4 bilhões em 1974, 5 bilhões em 1987, 6 bilhões em 1999, 7 bilhões em 2011, 8 bilhões agora, em 2023. Assim, a humanidade tem adicionado 1 bilhão de habitantes no planeta a cada 12 ou 13 anos.

Sabendo desses números, fica a pergunta: como isto foi possível? A vida nas savanas africanas era duríssima, o ser humano não estava no topo da cadeia alimentar, coisa que só aconteceu muito, muito recentemente, com o advento de alguma tecnologia, mesmo que rudimentar, como lanças, facas de pedra e ossos, arcos e flechas, e o aprimoramento do seu uso, com estratégias de caça. A revolução agrícola – caracterizada pela domesticação de plantas e animais, portanto, engloba a pecuária – possibilitou o primeiro grande crescimento populacional. O segundo grande crescimento veio com outra revolução – a científica, com a produção da penicilina em escala e as vacinas. Veja, peste negra, cólera, tuberculose e tifo, juntas, mataram mais de 1 bilhão de humanos ao longo da história. Claro, outros fatores que impeliram o crescimento poderiam ser colocados aqui, por exemplo, a formação das cidades, que deu outra dinâmica às populações humanas, mas meu interesse em particular está na genética. A genética é a base para a compreensão da evolução humana, pois ela mapeia a transmissão de características de um organismo aos seus descendentes, e hoje temos a paleogenômica, o campo que estuda a reconstrução e análise de informação genética de espécies extintas. Há também a paleogenômica antropológica, que tem o objetivo de reconstituir o genoma do homem pré-histórico. Por que isso importa?

A PALEOGENÔMICA ANTROPOLÓGICA NOS DIZ ONDE, COMO E QUANDO EVOLUÍMOS. O PROCESSO CONTINUA? A EVOLUÇÃO? AINDA ESTAMOS EVOLUINDO?

Muito embora a humanidade esteja envolvida em criar métodos e tecnologias que permitirão a extensão da vida humana, a relação do ambiente com a genética, hoje, ainda é fundamental.

Eu preciso esclarecer a você esses 2 conceitos: genética e epigenética, e em como eles estão relacionados. Você já deve saber, a genética é a ciência da hereditariedade, ela estuda os genes, como eles transmitem as informações e como elas são passadas adiante, para a próxima geração, por meio da reprodução. A informação genética contida no DNA é denominada genoma, ele é organizado em cromossomos. Nossos cromossomos têm 46 pares de genes, carregam, então, todas as informações relativas às nossas estruturas fisiológicas, nossas características físicas particulares. Já a epigenética é a área da biologia que estuda as mudanças que ocorrem em nossas características observáveis, que são produzidas pelas interações com o meio ambiente que causam mudanças na expressão de nossos genes. Tudo isso parece meio confuso? Vamos facilitar um pouco. Vou tentar melhorar a explicação. Vamos dizer que você herdou de seus pais um gene que causa câncer nos pulmões. Ele está lá, quieto, inexpressivo. Em algum momento de sua vida, você começa a fumar, com o passar do tempo, esse hábito ruim, as substâncias químicas tóxicas do cigarro acabam afetando suas células, e agora você acordou o gene do câncer de pulmão. Então, agora, você desenvolve a doença. Por outro lado, vamos dizer que você sempre manteve bons hábitos e permaneceu distante do cigarro durante toda a vida. Esse gene permanecerá inativo, e você não irá desenvolver a doença. Isto é epigenética. Compreendeu?

Alguns geneticistas afirmam o seguinte – é melhor você prestar atenção aqui: entre 6 e 15% de todas as doenças têm manifestação eminentemente genéticas. Quer dizer, há doenças das quais nós não escaparemos, se tivermos os genes referentes a elas. Mas, por outro lado, entre 85 e 94% das doenças que desenvolvemos ao longo da vida têm origens epigenéticas, ou seja, motivadas por nossa relação com o ambiente em que vivemos e nosso estilo de vida. Veja bem: estilo de vida.

Os conceitos mais importantes eu já detalhei pra você. Agora, vamos avançar em meu ponto de vista, ok? Vamos lá. Mas na parte 2. Até já novamente.

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